Domingo, Outubro 10, 2004
E tudo continua no velho castelo Greyscon
E eu que pensava que era fácil ganhar dinheiro nestes eventos Alá cara-crachá, caí do cavalo quando me deparei em um dos últimos que realizei, no setor de credenciamento. O evento que teve duração de três dias, contou com a presença de tantas criaturas, que acho que se eu somar todos os rostos que já vi em minha humilde vida de fada, não chego na metade do povo que encontrei por lá. É obvio que após essa incansável maratona, eu fiquei desprovida de ombros e pescoço de tanto digitar credenciais e acredito que este é um dos fatos de eu ter me mantido, afastada e com um certo sentimento de ojeriza do meu amado Paulo César (vulgo: PC).
Como minha ausência sempre causa saudades de meus respectivos leitores, aqui estou eu, direto do velho Castelo de Greyscon, com a terrível missão de levar um sorriso aos rostos daqueles que ainda me visitam com assiduidade. Embora Murphy tenha dado férias aos meus pés, a família Busca-pé não consegue ficar muito tempo sem dar um tropeço e a bola da vez, sou euzinha-da-silva-sauro. Como assim, Bial? Infelizmente o sangue de fada, corre em minhas veias e como sempre condeno alguma criatura da minha adorável família, também não poderia deixar de passar em branco, esse meu momento Duh.
Tenho que admitir que sou completamente leiga em geografia, acho que cabulei todas as aulas de minha carga horária e hoje acho que fico em dúvida até em dizer qual é a capital do Brasil (É São Paulo, não é? rs). Um papo culto, como rola em todos os almoços de domingo, eu solto a imperdoável pérola:
Eu: Vocês viram quem morreu?
Painho: Quem?
Eu: Jacques Derrida, aquele filósofo, que nasceu na cidade de Argélia, mais lido e traduzido nos últimos anos. Famoso em Paris, pelo seu conceito de "desconstrução".
Brother Fairy: Ai, maninha, desculpe-me, mas acho que você merece um troféu Carla Perez.
Eu: Heim???
Painho: Onde já se viu, dizer que Argélia é uma cidade?
Eu: hum, bem... Eu só disse isso para ver se meu erro passaria despercebido.
Brother Fairy: Ah sim, daqui a pouco você me diz também que a Argélia fica no continente da Ásia.
Eu: Alouuu, eu posso ter cabulado algumas aulas a mais de geografia, mas não sou tão ignorante a esse ponto.
Em suma, acho que estou precisando tirar aqueles velhos livros do baú e me afogar naquelas lições chatíssimas de escola. No mais, para dar continuidade a minha velhice, ultimamente tenho me dado ao luxo de trocar os meus agitados sábados, para passar a noite, dentro de um cinema.
Dias atrás, recebi pelo correio, uma caixa de aço, fechada com parafusos. Por curiosidade, abri e me deparei com um fone de ouvido que ao ligar fornecia as informações sobre uma festa da Marlboro. O convite era intransferível, dava direito a um convidado, biritas na faixa e de quebra o melhor do som eletrônico. Claro que me empolguei, corri ao telefone para confirmar minha presença e pedir minhas credenciais. Só que como mera mortal que sou, escolhi a pessoa mais errada para ser meu acompanhante. Estava tudo combinado e ao mesmo tempo nada certo. Falei que o faria uma surpresa, só que acabei dando murro em ponto de faca e levei um belo bolo para saborear sozinha. O jeito foi ir ao cinema, assistir o filme do Denzel Washington que tanto queria e terminar a noite no pedaço de pizza para não sair da rotina. Mas não nego que a noite tenha sido ótima e que mesmo não indo a tão esperada festa, não me arrependo nenhum pouco.
Green Fairy, 19:53 - Beba Aqui
Terça-feira, Setembro 21, 2004
Da série: Minha família é demais
Jantar em família, certamente é algo que rende os mais variados papos e algumas pérolas inesquecíveis e é em meio deles que sempre tenho alguma para compartilhar.
Brother-Fairy: Fico inconformado com as coisas que acontecem em minha vida. Eu nunca encho o tanque do carro, justamente quando ele está cheio de gasolina, roubam o meu carro.
Eu: É a Lei de Murphy.
Brother-Fairy: Você também?
Eu: Eu o quê?
Brother-Fairy: Todo mundo relaciona meus problemas a essa bendita lei. O foda é que eu nunca soube que porra de lei é essa, muito menos quem foi Murphy.
Eu: Foi o cara de um tiro da pesada.
Brother-Fairy: Fala sério.
Eu: Não acredito que você não sabe quem foi Murphy e muito menos que não conheça uma lei do cara.
Mainha: Ah Filhinha, não é todo mundo que sabe essas coisas. Coitado!
Eu: Coitado? Tudo bem, se você e o papai não souberem. Agora meu irmão? Um arquiteto formado, que sempre estudou em ótimos colégios, se não souber isso, melhor ele se jogar aqui da sacada.
Brother-Fairy (com cara de paisagem): Kct. Você vai me matar essa curiosidade, ou vai ficar zombando da minha cara?
Eu: Ta bom maninho, vou encarnar a tia Cotinha do colégio e vou lhe dizer. Após muitos estudos, Murphy concluiu que quando tudo parece estar dando certo, pode ter certeza que algo vai dar errado.
Brother-Fairy (com cara de interrogação): Putz... É por isso que no colégio eu não ia bem em filosofia e história. Murphy era um filosofo idiota.
Eu: Ai meu Deus, agora acho que preciso vomitar. Criatura querida, Murphy era um físico. Ele trabalhava na NASA e chegou à conclusão de que não importa quantos cálculos sejam feitos para se lançar uma nave no espaço, alguma coisa vai dar errado. Alguém vai esquecer um número, um parafuso, alguma coisa que leve ao caos completo. Depois que a challenger explodiu, ele perdeu o emprego, mas a lei de murphy permaneceu e ele desenvolveu outras... Pelo menos você sabe quais são os sete pecados capitais?
Brother-Fairy (Com cara de quem descobriu a América): Isso é fácil. A gula, hum... A gula... O ódio também, né?
Eu (totalmente irônica): Ah sim... Claro! O ódio, a ignorância e principalmente a sua estupidez! Infelizmente você não tem mais jeito.
Green Fairy, 23:33 - Beba Aqui
Segunda-feira, Setembro 13, 2004
Depois de muitas reflexões, concluí que estou ficando velha demais para a idade que possuo. Você pode estar imaginando: "Como é que uma garota de 20 anos pode estar dizendo uma coisa dessas?" Pois é. Vai ver que meu espírito já teve tantas reencarnações que hoje em dia pensa como um idoso. Se isso realmente existe, eu não sei, só sei que pelo menos nessa vida, já passei por tantas experiências que aprendi a amadurecer mais cedo. Como diria um amigo meu, o binômio balada, casa dos pais, soa muito bem na cabeça dos mortais da minha idade, mas como eu sempre fui pré-matura eu começo a pensar que quando eu chegar aos trinta, vou querer estabilidade, um filho, um marido, enfim, uma família. E se eu não começar desde já, vai ser dificil chegar aos trinta e tudo cair do céu.
Embora no momento, eu tenha tido uma bela crise de risos, no fundo ele tem razão. A sociedade costuma dizer que todos conseguem sobreviver sem sexo, sem amor, sem amigos, mas se esquecem que também dá para viver sem um braço, sem uma perna, cego, surdo, louco e por ai vai. Eu pessoalmente não quero nenhuma destas situações. Claro que sobrevivo sem estar ao lado do amor da minha vida, mas seria como dizer que me falta um braço. Nada é igual. O vazio me assombra. Mas juro que no momento não quero parar para filosofar sobre isso. O que eu quero é um emprego. Essa minha vidinha mais ou menos de ficar fazendo bicos daqui e dali, ficar plantada num salto alto durante uma tarde inteira em um evento chato, para ganhar meus cinqüenta dinheiros no fim do dia, ficar com câimbra nos dedos de tanto digitar o trabalho de algum preguiçoso que prefere me pagar, voltar da balada e descobrir que é preciso responder alguma pesquisa de mercado, tudo isso, no fim do mês paga meus gastos, minhas prestações e de certa forma me sustenta, mas no fundo me sinto uma inútil e volto as minhas crises existenciais de praxe.
Não nego que sou sonhadora, que de certa forma construo sonhos até um pouco impossíveis. Mas confesso que também não fico parada, o ócio me dá ojeriza e eu vou a luta. De uma forma ou de outra, construo meus sonhos, mas se eu não consigo os tirar do papel, acabo me frustrando. Ociosidade não combina com o meu ser e juro que odeio pessoas que pensam que tudo caí do céu. Estou passando um perrengue terrível, mas ao invés de me amuar em um canto e chorar, reclamando a todos os santos o porquê dos porquês, eu faço alguma coisa. E é isso que estou fazendo, acordando cedo todos os dias, continuando com minhas rendas fáceis, mas batalhando por algo fixo. Falta pouco, dezembro minha família está indo embora e só restará, eu e Deus.
Tanto falei que acabei fugindo do que eu estava a concluir. Estou ficando velha. Sim, sim, de uma forma fútil acabei concluindo isso. E foi neste fim-de-semana, após rodar todas os points do momento, descobri que eu não estava com estomago para encarar nenhum deles. Fato pelo qual, vem acontecendo há muito tempo, mas que até hoje não dei por mim. E onde eu acabei? No primeiro supermercado, em busca de uma garrafa de Smirnoff e de alguns vinhos e junto de meus amigos, acabamos falando sobre o futuro, músicas, valorizando as pequenas coisas e por fim, dormindo sem chegar à conclusão alguma. Isso não é coisa de velho? Não sei, só sei que agitei tanto de ir para o Carna Facul que acabei desistindo e no fim, só para me despedir dos meus amigos cariocas, acabamos os seis em um motel apenas para dormir. Jurava que isso nunca seria possível, que ser que paga uma suíte para dormir? Entramos com duas criaturas no porta-malas, um casal de "homossexual" e eu representando a parte feminina ao lado de meu grande amigo. Quinze minutos depois, deixo os cinco dividindo duas camas de casal e saio do motel com a recepcionista me olhando com aquela cara de paisagem e não entendendo lhúfas. Juro que gostaria de ser uma abelhinha para ver a cara dela, quando os cinco marmanjos deixaram o quarto.
Green Fairy, 20:05 - Beba Aqui
Sexta-feira, Setembro 10, 2004
Desculpem-me, mas me dei ao luxo de sair de férias e não avisar a ninguém! Bombardiada com tantas mudanças, nada como um retiro espiritual para refazer minhas idéias e criar novos objetivos. E é assim que batizo todas minhas viagens a São Sebastião do Paraíso. A cidade, por si só, é um verdadeiro Paraíso, repleta de natureza, ar-puro, cachoeiras belíssimas e isso sem contar os amigos e as inúmeras festas que rolam por lá. Resumindo: não há um ser que conheça a cidade e não volte mais tranqüilo.
Desta vez, embarquei na festa de peão que rola anualmente. Está certo que perdi os melhores shows e tive que me contentar com a apresentação de Gian & Giovani e com a dupla Guilherme & Santiago. Confesso que adorei a experiência e que até decorei uma dessas músicas que costumo dizer que é som de corno conformado. A melodia é bem engraçada, a letra é bem hilária e todos juntos cantavam algo mais ou menos assim: "Quem é que não tem uma outra /para infernizar a vidinha /Arroz com feijão enjoa / Sempre é bom uma misturinha!"
Fotografamos tudo, bebemos todas e de quebra ainda beijei meu-sonho-azul-de-consumo que desta vez estava em uma disputa acirrada, que por fim, mais uma vez se rendeu aos meus encantos de fada-paulistana-metida-a-irresistivél.
Nessa viagem, teve tantas cenas marcantes que juro que só de pensar em relatar já sinto câimbra nos dedos. Mas uma coisa, não posso negar, me diverti horrores, ri muito com os acontecimentos e porres alheios e acima de tudo, voltei com a força maior do que nunca. E sim, sim. Para matar a curiosidade de todos que reclamam por eu odiar colocar fotos, segue a seqüência de quase todos que estavam lá: Edimar-Cupido, Paulene-Festerê, Paty-Flashpower, Mala-Sem-Alça, Sonho-Azul-de-Consumo, Tetê-Mais-Loira-Do-Que-Nunca, Michele-Em-Miniatura, Euzinha-Mais-Escondida-Do-Que-Nunca, Renata-Japa-Girl, Rival-Ala-Santo-André.
Green Fairy, 03:11 - Beba Aqui
Quarta-feira, Setembro 01, 2004
Vida louca, vida!
Currículos espalhados, ansiedade em alta e emprego que é bom, NADA. Isso que dá ser impulsiva e jogar as oportunidades pela janela, antes mesmo de se estabilizar em algo. Estou em uma fase que aceito até encarnar a escrava Isaura, participando do trabalho escravo. Sirvo cafezinho, limpo banheiro, só não quero continuar desempregada. Minha vida, anda mais agitada que as Rave´s da vida. Parece até que disparou a 3º guerra mundial. Novidades que não acabam mais, e a cada dia que se passa, sou atingida pelo míssil da surpresa.
Surpresas boas ou ruins? Sabe que até agora, não tive tempo de parar para pensar nisso? Para mim, está tudo neutro e para que algo seja considerado bom ou ruim, tudo depende de um bom emprego. Estou apelando para tudo que é lado e enquanto continuo essa incansável maratona, não me desvencilho nem um milímetro das noites paulistanas. Acredita, que eu, mera mortal, tenho a audácia de arrastar amigos responsáveis e extremamente trabalhadores, para uma balada em plena segunda-feira? Sim, sim. Noite árabe para os mais íntimos. Com direito a Nárguille, dança do ventre e convidados altamente especiais. O resultado disso tudo, é óbvio que foi para os outros, uma noite mal dormida com uma ressaca de prêmio de consolação. Para mim, é óbvio que o resultado foi diferente. Acordando após às onze horas da madrugada e um dia inteiro, tomando sol, cerveja, sauna e piscina. Eu literalmente não podia querer outra coisa.
Outro fato inesquecível, foi a tentativa de resgate a Ryan. Eu, com minhas idéias malucas, dei uma sessão de secador no coitado. Após uma hora, secando toda água que o infeliz engoliu após o acontecimento inédito de seu afogamento, não é que ele deu sinal de vida? Agenda funcionando, aparelho ligando, porquê não habilitá-lo novamente? E lá vai eu, feliz e saltitante até a loja Vivo, para resgatar o morto. E quem disse que o ser faz ligação? O que me resta é o seguro de vida que ele deixou antes de partir. (rs)
No mais, continuo com a "eficiência" da Internet discada, sinceramente, antes de me conectar, penso mil vezes, se isso realmente é necessário. Quer saber? Estou pensando seriamente em me desvencilhar dessa vida blogueira. Não tenho mais a mesma paciência de antes e tampouco o mesmo tesão. A verdade é, já enterrei todo o meu passado, por que continuar com algo que me lembra ele?
Green Fairy, 12:43 - Beba Aqui
Domingo, Agosto 29, 2004
Por mais doloroso que seja, às vezes temos que tomar algumas decisões em nossas vidas. Não é nada fácil se desvencilhar do passado, mas viver em função dele também se torna um verdadeiro martírio. Dói sair da rotina e de um dia para o outro iniciar uma vida nova, mas o importante é que não perdi os meus sonhos e confesso que agora tenho mais chances de concretizá-los.
Sempre fui romântica e vivi por muitos anos, buscando o grande amor da minha vida. Mas hoje não quero mais pensar nisso. Não porque me causa dor, tampouco por acreditar que não tenho vocação para coisa, mas sim porque outras prioridades vieram à tona. E como diz o Engenheiros do Havaí: "Foi cruel, mas foi melhor assim, sei que dói quando chega o fim. Dores que ninguém nunca sentiu é o sentimento mais comum, já vi o fim do mundo algumas vezes e na manhã seguinte tava tudo bem melhor." Claro que na hora nos sensibilizamos, achamos que o mundo acabou, dói, machuca, ainda mais quando se liga o rádio e as letras das músicas, parecem serem escritas para aquele momento seu.
Engraçado como o mundo dá voltas e que às vezes, a pior burrada que você já fez em sua vida, torna-se a atitude mais sensata. Ou mesmo quando você pensa que fez o melhor e depois descobre que fez tudo errado. Sou impulsiva e não nego e quando pedi demissão para assumir os negócios da família, mesmo sabendo que eu não gostava do ramo, achei que era o melhor a ser feito. Hoje não, acabo de refazer o meu currículo e já estou com outros planos na cabeça. Pretendo sim ficar em São Paulo, me sustentar, tornar-me independente e ser muito feliz.
Não quero depender de família, passou da hora de usar um pouco da minha teoria e praticá-las. Se a responsabilidade me veio mais cedo, pra que fugir dela? Não tenho medo de trabalhar, sempre fui muito admirada por meus superiores e agora que eu realmente preciso de um emprego, continuarei com o mesmo pensamento. Dou meu sangue, trabalho dia e noite, se preciso, abstraio os fins-de-semana, caso precise de um extra, faço bico daqui e dali, mas tenho certeza que vencerei.
Já bati o pé, minha família disse-me que não vai me impedir de nada, mas que se eu realmente ficar, é por minha conta e risco. Não ligo. Passo fome, se preciso, mas oportunidade alguma me fará crescer tanto como essa. Aprender a pagar todas as contas, ter que deixar de tomar uma cerveja no fim-de-semana para comprar mistura. É isso que eu quero e está decidido.
Mas deixa isso pra lá, falaremos das boas coisas da vida e do quão gostoso é eventualmente, dar descarga na responsabilidade e se entregar para a futilidade. E foi assim nesta semana. Se fiquei uma noite sequer, amuada em um canto, estarei mentindo. Isso porque amigos são as melhores coisas que possuímos e esses sim não podem me ver cabisbaixa. Segunda Bazzi, terça Monte Cristo, quarta Heaven, quinta Ébano, sexta Happy News, ontem E-muzik e para finalizar, estou partindo para um churrasco com grandes possibilidades de engatar uma outra balada, pois descansar, eu só quero quando eu me aposentar.
Green Fairy, 17:24 - Beba Aqui
Quarta-feira, Agosto 25, 2004
E a mesma música que já esteve presente em nossos melhores momentos, é a primeira a ser tocada hoje ao ligar o rádio.
Engenheiros do Havai - Piano Bar
O que você me pede eu não posso fazer
Assim você me perde, eu perco você
Como um barco perde o rumo
Como uma árvore no outono perde a cor
O que você não pode eu não vou te pedir
O que você não quer...eu não quero insistir
Diga a verdade, doa a quem doer
Doe sangue e me dê seu telefone
Todos os dias eu venho ao mesmo lugar
Às vezes fica longe, difícil de encontrar
Mas, quando o neon é bom
Toda noite é noite de luar
No táxi que me trouxe até aqui
Júlio Iglesias me dava razão
No clip, Paul Simon 'taca de preto
Mas, na verdade, não era não
Na verdade
Nada é uma palavra esperando tradução
Toda vez que falta luz
Toda vez que algo nos falta
Alguém que parte e não volta
O invisível nos salta aos olhos
Um salto no escuro da piscina
O fogo ilumina muito
Por muito pouco tempo
Em muito pouco tempo o fogo apaga tudo
Tudo um dia vira luz
Toda vez que falta luz
O invisível nos salta aos olhos
Ontem à noite eu conheci uma guria
Já era tarde, era quase dia
Era o princípio
Num precipício era o meu corpo que caia
Ontem a noite, a noite tava fria
Tudo queimava, nada aquecia
Ela apareceu, parecia tão sozinha
Parecia que era minha aquela solidão
Ontem à noite eu conheci uma guria
Que eu já conhecia de outros carnavais
Com outras fantasias
Ela apareceu, parecia tão sozinha
parecia que era minha aquela solidão
No início era um precipício
(um corpo que caía)
Depois virou um vício
foi tão difícil acordar no outro dia
Ela apareceu, parecia tão sozinha
Parecia que era minha aquela solidão
Parecia que era minha
Green Fairy, 13:14 - Beba Aqui
Quinta-feira, Agosto 19, 2004
Murphy contra-ataca
Após a tão temida sexta-feira 13, meus dias se transformaram em um verdadeiro caos. Como diria o meu inseparável amigo Murphy: "Quando tudo está dando errado, pode ter certeza que irá piorar". E sim, piorou de forma esplendida e as chances de consertar o que estava errado, tornou o resultado mais errado ainda. Sim, sim, a sexta-feira 13 foi literalmente 13, com todo o possível e impossível azar enrustido, fazendo com que todos os meus planos voassem pelos ares não sei de onde.
Estou passada, tudo que tinha para dar errado, deu. E o que não tinha, também. Deixei de buscar o meu alguém no aeroporto e ele partiu para Cuiabá, sem previsão de volta. Fiquei sem poder viajar para Guaratinguetá por ser uma indigente, sem meus documentos. E ainda por cima, estou fora de comunicação por tempo indeterminado. Meu celular, que morreu afogado na semana passada, continua em desuso. A telefônica ainda não ligou meu telefone residencial e a Internet que é bom, só aqui no Mc Donalds, após a compra de um lanchinho.
Um assalto, com direito a revolver, dois rapazes engravatados e de boa aparência, dinheiro, jóias, carro regado de roupas de clientes e outros pertences que não vem ao caso, como se não bastasse tudo isso, também veio o medo de morrer e o trauma que não quer ir embora. Fico indignada com essa falta de segurança, a gente trabalha, constrói e conquista alguns bens, para vir um filho-da-puta e levar tudo assim, de mão beijada.
Claro que a "perfeição" da política em nosso país, é a principal culpada dessa palhaçada em que vivemos. Pessoas despreparadas, faltas de policiamento e muita desonestidade. Não há pré-seleção para um candidato. Hoje mesmo, assistindo a propaganda eleitoral, vi a tamanha falta de semancol de alguns partidos, Zé do caixão, Bispa não sei de onde e outros inúmeros desqualificados elegendo-se para um cargo que eles mal sabem o que significa. Mas acho que isso também se diz respeito à boa educação. Nenhuma criatura de boa índole e boa base é capaz de cometer tamanha barbaridade. Talvez, se o desemprego não tivesse tão aparente e nossos salários não fossem tão medíocres como hoje, nada disso estaria acontecendo. Costumo dizer que estamos sobrevivendo e não vivendo, pois quem vive é livre e hoje em dia, a liberdade nos amedronta. Saímos pelas ruas, olhando para os lados, não temos sossego para nada e tampouco podemos olhar o quanto o dia está lindo, sem o medo de ser assaltado, estuprado ou seqüestrado.
O pior de tudo é chegar na delegacia e ser tratada como uma marginal pelos delegados. Eles, caçoando da nossa cara, nos dando um belo chá de cadeira para atender aquela socialite que acabou de chegar com o advogado. Ter que se manter calada diante a justiça, para preservar a própria vida ou evitar ser presa por desacato à autoridade. Justiça? Eu disse justiça? Isso não existe há muito tempo. Talvez nunca existiu. Pode até ser que exista para os mais ricos, mas para nós da classe média, a gente só tem direito de pagar taxas e mais taxas e depois ainda ser assaltado. Os clientes não entendem e muito menos se sensibilizam com o ocorrido, querem as roupas e eu preciso pagar por um erro, que não foi meu, para evitar futuros problemas.
E é isso que me leva a pensar na possibilidade de ir para o interior. Sei que lá, a vida não é nada fácil, mas pelo menos temos um pouco da segurança que nos falta aqui na cidade grande. São Paulo não tem mais conserto e essa cidade ainda vai se acabar por assaltos.
Green Fairy, 22:18 - Beba Aqui
Sexta-feira, Agosto 13, 2004
São tantas as mudanças que andam acontecendo, que passei a acompanhá-las, colocando em prática tudo o que já estava programado em teorias. Cansei de ilusões e isso é fato. Jogando fora todas aquelas quinquilharias e baboseiras que se instalaram em meu guarda-roupa, penso e reflito sobre o futuro. A mudança não é apenas de casa, de trabalho, de rotina e nem de guarda-roupa. A mudança é drástica, real e dolorosa.
Quero mudar meus caminhos, minhas perspectivas e principalmente me desvencilhar de casos antigos que já me trouxeram tanta dor e sofrimento. Quero tudo novinho em folha. Não sei porquê diabos, insisto em me apegar em coisas que não me fazem bem e tampouco me permitem andar pra frente.
É assim, sempre foi, mas nem pra sempre será. Quero abstrair de mim, todos aqueles sentimentos, que me fazem mal. Quero cultivar apenas boas amizades e ótimos relacionamentos. De que adianta insistir em alguém que você tem a sã-consciência que não dará certo? Pois é. Já conquistei e já fui conquistada. Já amei e já fui amada. Já conquistei e não fui conquistada. Já amei e não fui correspondida. Já tive todos os possíveis e impossíveis casos de amor. Já cultivei relacionamentos, onde eu tinha a total convicção que nunca me apaixonaria, como também me mantive por muitos meses, em um relacionamento onde só eu amava, só eu procurava e somente eu sentia.
Sim, estou falando dos ¿Olhos verdes¿. Não brigamos, muito pelo contrário, tivemos uma noite inesquecível. Uma noite, capaz de aflorar todo e qualquer sentimento já existente. Cada beijo era um choque, cada abraço a vontade de estar junto e cada palavra, a vontade de dizer que eu o amo. Amo, com todas as minhas forças e promessas. Amo o jeito que ele me conhece, amo cada pedacinho do seu corpo, entrelaçado no meu. Amo o seu abraço apertado e seus beijos molhados.
Sofri muito, a sua ausência e quando o tive novamente em meus braços, decidi não me entregar por completo. Consegui ser meio termo neste último ano, curtia uma noite e no dia seguinte, amanhecia com a certeza de que não me importava com a sua ausência. Mas agora não dá mais. Ou é oito ou é oitenta. Ou ele me leva a sério, se é que realmente me ama, ou eu dou um basta nesses encontros casuais.
Não tomei essa decisão à toa. Fazia tempo que eu não chorava, não por este motivo. Mas hoje chorei, sofri e desabafei. Meus pais acompanharam toda a nossa trajetória e sempre torceram por um final feliz. É engraçado quando, como ontem, chego tarde da noite e encontro Mainha, sentadinha no sofá para ouvir tudo o que aconteceu. E hoje, Painho me abraçando com todo o carinho e dizendo com todo o seu ar conservador para que eu lute pelo que eu quero e crie forças para cobrar uma decisão sensata.
E sim, eu vou cobrar. Vou cobrar, porque antes de amá-lo, eu amo a mim mesma. E definitivamente eu não estou disposta a sofrer. Eu quero uma decisão sincera e de uma vez por todas colocar um fim ou um começo em tudo isso. Já até sei, o que vai me acontecer, mas mesmo que eu sofra por uma semana consecutiva, sempre há uma luz no fim do túnel e se ele não for o homem da minha vida, certamente a vida se incumbirá de me mostrar quem me mereça.
Sei que errei muito nessa relação (principalmente no inicio), fiz jogo, fui muito infantil, egoísta, impulsiva e talvez o que eu esteja passando, seja o fruto de tudo que eu plantei. Em todo este tempo, escondi a verdade, não de mim, mas dele. Nunca me abri um milímetro, nunca deixei claro que queria partilhar minha vida com ele, que queria saber mais da vida dele, que queria dizer eu te amo, com a certeza que não era ilusão, que queria demonstrar segurança, que queria ser apenas dele. Nunca, nunca. E no fim de tudo, não, eu não o fiz de palhaço, mas sim fiz a mim mesma.
Green Fairy, 01:55 - Beba Aqui
Segunda-feira, Agosto 09, 2004
E todo mundo espera alguma coisa, de um sábado à noite!
Eu: Mainha, cadê meu casaco preto?
Mainha: Acabei de lavar!
Eu: O quê? Por acaso você cheirou cola e jogou a tampa fora?
Mainha: Por quê filhinha? Sua blusa, já estava andando sozinha, em direção ao tanque.
Eu: Vamos resgatar o Ryannnnnnnnnnnnnnnnn.
Eu nunca pensei que sofreria tanto, com a ausência de Ryan em minha vida. A partir de hoje decreto luto. Ryan morreu afogado na última semana e se você está aí, sentado na frente da tela do seu computador, com aquela cara de paisagem e não está entendo lhúfas do que estou dizendo, vou lhe explicar. Mainha, teve a proeza de lavar minha blusa, só que se esqueceu de verificar os bolsos, onde eu havia colocado o meu aparelho celular. E agora, companheiro? Agora que o visor do coitado, está com litros e mais litros de água, ele não liga, não fala, não ouve e simplesmente não dá mais sinal de vida. Sim, sim, já chamei o socorro, só espero que este socorro, não seja intimo do Francisco. Agora que expulsei o intruso da minha conta corrente, não quero vê-lo nem pintado de ouro.
Por outro lado, tenho que confessar que o final de semana foi ótimo. Embora nada tenha saído como o planejado, ele não deixou de ser ótimo e tampouco surpreendente. Eu estava com a terrível missão de ser Babá por tempo indeterminado dos meus priminhos, já havia até me conformado com tamanha responsabilidade, só não contava que a sorte iria bater em minha porta, nos últimos minutos do segundo tempo. Não posso reclamar de Brother Fairy, sei que detesto atender, os seus pedidos, mas antes isso, do que passar uma temporada longe de casa, diante de tantas coisas que estão por acontecer.
Livrei-me linda de tal tarefa e programei passar o resto do sábado enfurnada em meus relatos. O problema é que não adianta tomar essa decisão, pois sempre me aparece alguém me fazendo mudar de idéia. E assim, lá vai eu e minhas idéias malucas, saindo de casa em plena madrugada, procurando algum boteco para me embebedar em companhia de alguém. Alguém que mesmo sendo irmão de um grande amigo meu, nunca soube de sua existência. Alguém que me surpreendeu, foi meu amigo e acabou por ser considerado o Alguém, que tanto falei. Claro que ainda não sei se ele será ALGUÉM, ou simplesmente Alguém. Isso porque, apenas Cuiabá o separa de Sampa, assim como ele se separa de mim. Pois é, ou acham mesmo que eu deixaria alguém assim, escapar tão fácil? Não, não, posso ser burra nas horas vagas, mas não sou nenhuma idiota.
Confesso que me despedi, não querendo me desprender dos seus braços, que nunca beijei alguém que me despertasse tantas sensações diferentes ao mesmo tempo, mas por fim, embora a noite tenha sido ótima, volto a colocar os pés no chão e a pensar que não posso me apaixonar. Espero que não seja tarde para dizer que não te quero, mas o nosso reencontro está marcado. E enquanto conto o dia e conto as horas para buscá-lo no aeroporto, na próxima sexta-feira, continuo na luta de encontros e desencontros.
Green Fairy, 23:18 - Beba Aqui
Sábado, Agosto 07, 2004
Eu quero alguém assim
E quem disse que eu não sou patriota? Eu faço jus ao meu país e por isso tenho a honra de informar que mais uma vez participo para o empenho do meu Brasil. Pela segunda vez no ano, faço parte das estatísticas do índice de desemprego e se pensam que isso é dificil é que ninguém perdeu um emprego ótimo e acabou sendo encontrado por outro que pagava a metade do que você ganhava, fazia você trabalhar o triplo e o mantinha em uma senzala, ministrada por um chefe tão mala. Sim, sim. Pedi demissão e não guardo nenhum remorso, quanto a isso. Nestes quase dois meses de lerê lerê, tive a audácia de despejar o Francisco da minha conta corrente, trocar o Fada-Móvel por um FairyMobile novinho em folha e ainda descolar um extra para voltar à vida que pedi a Deus.
É claro que eu não poderia abandonar o meu árduo projeto de abstrair algo de útil da programação da televisão e retomado todos estes projetos, venho anunciar que estou fugindo de trabalho por tempo indeterminado. Lembram-se, quando eu citei que novas mudanças estariam por vir? Pois é, isso é só o inicio de tudo o que vem pela frente, mas como não sou besta de melar meus planos, continuo na retaguarda até segunda ordem. Por enquanto: morram de curiosidade!
E a vida vai bem, obrigado, com alguns contratempos, mas nada que o meu jogo de cintura, acompanhado com a minha tremenda "cara de pau", não drible de letra. Confesso que ando sentindo falta de um homem em minha vida, não estou falando de amor, namorado e nem de nada muito intenso, mas falta de alguém interessante, com conteúdo e que não me falhe os compromissos.
Alguém que me faça o estômago dar piruetas como os Olhos Verdes faz, que não seja tão grudento e apaixonado quanto o Filósofo e nem tão esporádico quanto ao Cebolinha. Mas alguém assim, que se preocupe comigo como o "22", quando me liga apenas para saber noticias e não apenas quando está afim de uma noite e nada mais. Sabe aquele alguém que te pega de surpresa como o meu amigo "Azar", apenas para tomar uma birita dizendo das saudades que você traz? Sim, eu quero alguém assim. Alguém que eu possa ligar a hora que eu bem entender apenas para dizer o quanto estou triste com o final da última novela. Um amigo acima de tudo, que supra minhas carências quando necessário e que não me sufoque quando preciso estar só. Alguém que aceite ser meu amigo quando preciso confessar, que me aconselhe quando ajo errado e que me guie para um lugar melhor.
Não, não quero que me tire nada, mas sim, que me acrescente muito. Confesso que os Olhos Verdes estava chegando bem perto disso, mas hoje não me mostrou o seu melhor. Já estou cansada desse lenga lenga de indecisão, dessa falta de atitude e desse medo de relação. Que mal há em demonstrar que temos coração? Não espero nada sério, só queria um pouco mais de atenção. Os valores mudaram, as relações mudaram e sem dúvida nenhuma, os homens mudaram. Sinto que as pessoas não são mais tão sinceras e abertas. Camuflam o que sentem, interpretam, não acreditam em si mesma e querem agradar para não errar ou não perder o outro. E é exatamente aí que pecam. As pessoas entram em uma relação se protegendo, pensando se deve ou não ligar. Será que é dificil entender que esse detalhe não faz diferença? Por que não passam a serem parceiros, ao invés de ficar computando quem fez mais ou quem fez menos? Se durar um mês, durou. Pelo menos houve autenticidade e entrega e é isso que sinto falta nele. Poderíamos viver algo muito melhor, mais verdadeiro e instigante, mas não, ele continua com este medo idiota de perder a sua fama de "impenetrável".
Resumindo: a única possibilidade de encontrar "Alguém" é colocando todas estas criaturas em um liqüidificador e aguadar os resultados. Tá aí, mais um projeto a se pensar.
Green Fairy, 02:59 - Beba Aqui
Domingo, Agosto 01, 2004
Inconstante, eu?
Ela: O que está fazendo?
Eu: Mandando um e-mail para o meu amore.
Ela: E quem é seu amore?
Eu: Como quem? Os olhos Verdes, oras...
Ela: Sei lá... Você é tão inconstante.
Eu: Como assim, Bial?
Ela: Você diz que ama, daqui a pouco diz que não ama mais. Começou a ficar com o Filósofo, disse que estava apaixonada e agora diz que está de saco cheio. Eu definitivamente não entendo você. Mas você voltou a amar os Olhos Verdes?
Eu: Não. Quer dizer, não sei! Amar? Talvez! Não sei, muito parodoxal...
Ela: Ta vendo?
Eu: Vendo o quê?
Ela: Você é inconstante.
Talvez este projeto de escrever um livro, não foi a minha melhor escolha. Para me inspirar eu preciso de uma base e essa minha base é os Olhos Verdes com uma intensidade bem maior de ambos os personagens. Eu me dei ao luxo de fantasiar a nossa história, de imaginar como seria se o amor realmente existisse... Só espero que esse livro, não me faça desenterrar o amor que eu já senti por ele. Digo isso porque, escrevendo começo a pensar em tantas coisas que venho a me perguntar: "será que eu ainda o amo?" Algumas vezes, tenho a convicção que sim, mas na maioria das vezes acho que estou bem longe disso. Rezo para que isso não aconteça, porque se esse sentimento voltar, a gente vai ter que parar de ficar. Não estou mais a fim de sofrer e aí volto naquilo que já disse anteriormente: se for para eu não ser importante na vida de alguém, prefiro não ser nada.
Mas o que o livro tem a ver com isso? Na verdade, acho que nada, mesmo antes de começá-lo, já me questionei sobre a mesma pergunta inúmeras vezes, principalmente nos períodos de TPM. Será que tudo isso é sintoma do medo de amar? Creio que não. Tenho trabalhado bem esse sentimento dentro de mim. Por que as pessoas, têm esse terrível medo de amar? Por que eu vou ter medo? Eu amo meus amigos , eu amo minha família, eu já amei até animais do fundo do meu coração, de passar o dia inteiro derrubando lágrimas pela perda deles. Só o amor fortalece e nos engrandece. Eu amo e vou continuar amando enquanto eu estiver viva. Se caso eu vier a perdê-las, o que é perfeitamente natural, eu tenho que lidar com isso sem me tornar uma pessoa triste e amarga, com o medo de viver. O medo nos fecha muitas portas e é por isso que digo que não tenho medo de amar. O amor sempre foi o meu principal alicerce, sempre me apoiei nele para não desistir de lutar pela minha felicidade.
Não, eu não tenho medo de amar, mas acho que essas incertezas se procede da vontade de amar, daí a gente vai lá e ama qualquer coisa, só para preencher o vazio. *Rs
Outra pergunta que me leva a pensar: "Mas se eu, não o amo, por que insisto em continuar com ele?" Boa pergunta. Às vezes, quase sempre, me pergunto por que resolvo ficar ao lado de um homem que, definitivamente, não vale lhufas? Cheguei a terrível conclusão que isso é muito pior do que eu imaginava. Antes eu pensava que era por carência, por falta da atitude certa (a atitude certa seria mandá-lo às favas) ou porque me acostumei com o desgraçado. A verdade é: Acho que adoroo esse tipo de homem. Por que? Sei lá! Deve dar tesão!
Tanto disse, nada disse. Em um ponto concordo com o "22" quando ele me dizia que eu penso tanto, reflito tanto, que no fim eu não chego em conclusão nenhuma. Verdade. Vou seguir o conselho dele e parar de tentar achar explicações para tudo. Talvez por eu ser tão transparente em relação aos meus sentimentos, eu fico querendo abrir os sentimentos que nem eu ainda tenho certeza de que existem. Enfim, sou incostante e ponto final.
Green Fairy, 23:57 - Beba Aqui
Segunda-feira, Julho 26, 2004
Sumi sim, tenho feito inúmeras coisas nos últimos dias. Mainha foi escalada para a façanha e juntas, fomos para um monte de lugares diferentes, rodando mais que noticia ruim. Assim também, construí sonhos, idéias, chorei muito, mas também dei ótimas gargalhadas.
E é claro que toda essa choradeira, ocasionada pela chata, irritante e melancólica TPM, ACABOU! Sim, sim, eu estou ótima, renovada e acima de tudo muito feliz. Prontinha para encarar mais uma aventura.
O lado bom de tudo isso é que de uma forma ou de outra, estou me encontrando e criando metas e perspectivas bem diferentes do que um dia eu pensei.
Acabei por encontrar aquela criatura que mencionei em um post anterior, batizado agora como Filósofo. E quer saber? Ele é um guri muito especial. Diferente de todos os que passaram pela minha vida, com ma filosofia bem interessante, está aos poucos tentando ocupar espaço em meu coração. Se ele está conseguindo? Talvez, mas isso não vem ao caso.
O importante é que Chefilde está dando férias aos meus pés e felizmente está embarcando amanhã rumo a não sei aonde. O MSN que estava suspenso por ordem maior, será liberado pela falta de espionagem e durante estes dias, mesmo encumbida de realizar uma série de novas tarefas, espero estar mais tranqüila para ler o jornal e tomar o meu belo café da manhã sem ser interrompida com o árduo trabalho que tenho dedicado nos últimos dias.
Olhos Verdes literalmente desapareceu por tempo indeterminado, não só da minha rotina, como também de meus pensamentos e afins. Novas mudanças estão por vir e a nova fase promete muitas novidades.
No mais, vou levando esta vidinha mais ou menos até o vulcão entrar em erupção novamente.
Green Fairy, 21:23 - Beba Aqui
Terça-feira, Julho 20, 2004
As nuvens são como chefes... Quando desaparecem, o dia fica lindo!
A vida vai bem obrigada, no mesmo lerê lerê de sempre, com Chefilde me deixando quase maluca e o trabalho me escondendo da vida social. Uma pauta da reunião de hoje foi que fui convocada para o café da manhã que rolará neste sábado com direito a imprensa e tudo mais. Pois é, eu sou chique, benhê e com direito a SBT e Globo filmando "nóis". Outro fato marcante, foi Chefilde me chamando a atenção em relação a minha organização, perguntando do que eu preciso. Eu, como uma pessoa altamente descarada, (vulgo: cara-de-pau) praticamente desenvolvi uma tese exigindo os meus direitos. E, é claro que o velho ficou de cara comigo,mas concordou com todos os parênteses. O fato é, Chefilde em breve está se mandando para Santiago do Chile e eu já estou aqui contando os dias para a tão sonhada vida mansa.
Se meu nome é TRABALHO e meu sobrenome é HORA EXTRA, por outro lado também me tornei o centro das aberrações com criaturas esplendidas caindo de pára-quedas na minha vida. Sim, sim, até posto de gasolina virou o point para conhecer pessoas para ocupar a vaga livre no meu humilde coração.
Passeando pelas ruas de São Paulo, louca por um trago, parei para comprar cerveja e por coincidência encontrei um amigo das antigas para colocar o papo em dia. De violão nas costas, com muita cerveja a gente estava do jeito que o diabo gosta e foi assim que um ser, surgiu de repente em busca da minha atenção. Não, eu não vou ficar com você, saí apenas para comprar uma cerveja. E ficou nisso. Porém o mundo é pequeno demais e o destino, por acaso, fez com que em uma outra situação nos encontrássemos.
Ele: Hoje sou eu quem não vou ficar com você.
Eu: E quem disse que eu quero ficar com você, criatura?
Ele: Não sei, mas gostei de sua atitude, só que hoje estou pra lá de baguidá, porém sexta é meu niver e eu quero saber se posso te buscar para me acompanhar.
Posso com uma coisa dessas? O resto fica para um próximo post, pois agora as olheiras estão me gritando lá do quarto, implorando por descanso.
Green Fairy, 22:55 - Beba Aqui
Segunda-feira, Julho 19, 2004
De onde estou, ouço o barulho da chuva cair do lado de fora, meus pensamentos atropelados por milhões de afazeres ainda conseguem pensar na vontade de estar com ele. Não importa se estou de TPM e nem mesmo tentar encontrar desculpas para justificar as saudades que sinto hoje. Não quero justificar os meios, porque no fim eu sei que ainda sinto. Não, eu não deveria ainda estar de quatro pelo cara que fundou a empresa S/A do amor em meu coração, mas sim, eu estou e não adianta eu tentar me enganar, quando digo que nossas ficadas não passam de uma eterna carência, pois no fundo eu sei que os Olhos Verdes sempre foi o homem mais especial que tive em meus braços.
Sim, ele foi, ele é, não sei se sempre será, só sei que ele surgiu no momento em que eu mais precisei ter alguém. Uma fase turbulenta, onde eu estava depressiva pela morte de um ente querido e outros zilhões de fatores que não vem ao caso. Ele nunca foi à metade da minha laranja, chegamos juntos, duas pessoas inteiras, num amor maduro, procurando apenas felicidade.
Ele me ensinou quase tudo o que sei hoje, me teve em seus braços, manteve sinceridade, fidelidade, amor e muito respeito. Talvez essa história mágica incomodou algumas pessoas que fizeram de tudo e conseguiu nos separar. Passei meses sofrendo com a sua ausência, eu havia me acostumado com a sua presença, mas aprendi a me conformar com nosso novo rumo. Após isso tudo, os olhares ainda apaixonados se cruzavam despercebidos, muitas oportunidades foram perdidas e muitas palavras deixaram de ser ditas. Passamos a viver uma mentira, vestimos nossas mascaras e nos entregamos a um jogo infeliz marcado pela desconfiança.
Para que se abrir, se está tão bom assim? Nos enganamos dizendo que só queremos suprir nossas carências, mesmo que nossos olhares contradizem nossas palavras. Continuo com esse mesmo orgulho mesquinho, digo que deixei de sentir, quando na verdade eu ainda sinto. Amor? Sei lá! Tudo isso porque eu tenho medo. Tenho medo porque sei que ainda não é hora. O acionista do meu coração vive em uma intensa dúvida, não passa de um mero covarde com medo de investir, ele é inseguro e não sabe o quer da vida. Enquanto isso, me contento em tê-lo pelas metades, não vou me abrir, para não me ferir. Sim, eu o quero, mas o deixo livre e se ele for pra ser meu, nada mudará nossos caminhos.
Sim, lutarei na retaguarda e acima de tudo, eu o quero feliz e não importa com quem. Pode ser comigo, sozinho ou com outra, eu o quero feliz, pois acredito que esse é o sentimento verdadeiro e o resto não passa de uma obsessão. Vou sofrer? Não sei.... Mas o meu está reservado e quem sabe este não é mais um errado? Enquanto não encontro o certo, me diverto com os errados, não é mesmo?
Green Fairy, 00:44 - Beba Aqui
Terça-feira, Julho 13, 2004
Feliz aniversário, envelheço na cidade
Para quem não sabe, hoje é meu aniversário. Como não quero que ninguém esqueça disso, estou publicando, justamente para tratar de lembrá-los (rs). Brincadeiras à parte, o fato é que apesar de eu ter planejado tantos "festerê" para o decorrer do mês, eu ainda não havia decidido nada, sobre o dia D.
Sim, até ontem, pensava apenas na minha rotina diária (trabalhar, trabalhar e trabalhar). E após os meus últimos minutos antes dos meus mais novos 20 anos, acabo de decidir que esta data não pode passar em branco (Sim, eu sempre tenho uma desculpa para comemorar o dia 13 e quando não arranjo, a surpresa sempre rola). Eu iria comemorar oficialmente antecipado, neste feriadão, mas como tive um contratempo, que não vem ao caso, tratei de deixar para o próximo fim-de-semana. O problema é que férias + Frio + Fim-de-semana = Campos de Jordão. Inverno sem Campos, não é o mesmo e antes que meu aniversário fique obsoleto, vamos comemorar no dia D e ponto final!
E desta vez não tem desculpas, porquê além de ser dia de semana, o festerê será um happy hour. O local é tranqüilo, não toca só rock e nem mesmo só techneira. O espaço é bem eclético, como o conjunto dos meus amigos. Diretamente do Lerê lerê de todo santo dia, estarei saltando para o barzinho, então para não termos problemas com horários, após as 20:00 estarei por lá. Ah, sim, lógico que o dia da semana e horário, influencia muito para que o ambiente esteja LOTADO (de espaço vazio), mas eu fingi que acreditei quando o organizador de lá me garantiu que o bar no decorrer da night fica parecido com Monte Cristo de sábado. Afinal, apesar dos apesares, minha intenção maior, é rever a todos. Então, hoje é dia de derrubar a picareta mais cedo e dar seta para o bar, para relembrar a boa e velha cervejada de sempre.
Local: Bazzi Bar
Rua: Clodomiro Amazonas, 865
Evento: Considerado a melhor terça de São Paulo, O Bazzi Bar conta com um festival "Vive La France", que será um festival de crepes doces e salgados à vontade, com muitas variedades e uma equipe especializada neste cardápio.
Preço: Homem: VIP e Mulher: VIP - Couvert R$ 10,00 (banda e Dj's)
Ps: Sim, o Bazzi é uma das poucas casas que rola Nárguilles e afins. A casa não funciona com listas, portanto quem quiser levar alguém não há problemas.
Preparem o bolo, a língua de sogra, as bexigas, o estômago e o coração, que hoje a festa é minha. Sim, sim, não é todo dia que completamos 20 anos e após duas décadas de meu nascimento, vim aqui compartilhar minha alegria com todos vocês.
O Festerê foi organizado com todo o carinho, os convidados escolhidos a dedo, mas é claro que a surpresa que tive ao receber quatro ligações seguidas de ex-namorados, constatando o que eu mais temia, me gerou uma grande dor de cabeça. O fato é, este ano, meu aniversário se transformará na maior reunião de Ex, existente na face da terra, agora é ter força na peruca e um belo jogo de cintura para driblar a todos. E sim, sim, como diz Odabeb, espero que Olhos Verdes não entre nessa, pois a concorrência será tão brava, que se ele se arriscar a ir, sairá de lá, direto para um hospício para tratar da sua síndrome da insegurança.
Green Fairy, 01:13 - Beba Aqui
Quinta-feira, Julho 08, 2004
E hoje é sexta, pois amanhã é feriado
As baladas estão acabando com minha humilde pessoa, as olheiras aflorando em meu rosto e o cansaço atrofiando meus músculos. Sim, sim. Bem que Mainha sempre me diz para eu não sair durante a semana, mas há poucos dias dos meus mais novos 20 anos, não tem jeito. E aqui estou eu, praticamente virada desde sexta. Eu nem sei onde é que encontro tanto pique, mas o festerê começou sem previsão de se acabar. Sexta rolou churrasco, sábado balada, domingo um buteco, segunda e terça idem. Ontem teve Lual com direito a uma garrafa de Red Label, Hoje rola Klato, sexta Clube A e assim sucessivamente... Family Fairy, se despede daqui a alguns minutos da terra da garoa para saudar a terra do Uai Sô. E isso quer dizer que: eu, mais uma vez, tiro férias da família, para literalmente sentar o pé na jaca.
Creio que nestes últimos dias, tive umas três horas, de sono por noite, já não lembro qual é o meu nome, nem da onde venho e muito menos se isso é de comer. Só sei que evitei a ressaca me mantendo bebada por todos estes dias. Ressaca não existe mais em meu vocabulário, como também já nem me lembro mais o que é estar em sã conciência. Resumindo: Estou quebrada. Como se não bastasse essa minha falta de responsabilidade com o meu humilde sono, estou malhando como louca, para ver se fico com o abdomem riscado para colocar uma roupa ultra-mega-hiper-fashion-barriga-de-fora, no dia do meu aniversário.
Com essa maratona toda, a academia acabou com os meus músculos, as biritas corroeram meus poucos neurônios que me restavam e agora está tudo entrando no processo de junta: JUNTA TUDO E JOGA FORA.
O emprego vai bem obrigado, volta e meia, abandono tudo para sentar no trono e cochilar por alguns minutos no vaso sanitário, correria ao quadrado em função de Chefilde, ainda bem que Deus existe e que amanhã é feriado! A única coisa que me entristece é que Chefilde adiou sua viagem, prevista para ontem, depois que soube que esse feriado é só em São Paulo. Não é dessa vez que me livro do Coronel. O que importa é que terça feira completo 20 aninhos e as comemorações estão ao extremo. E é claro que eu vou para a Tribe. Dia 17 lá estou eu ao lado das caixas.
Saudades? Sim... Muitas saudades de um certo alguém. Mas isto não vem ao caso e ponto final
Green Fairy, 12:39 - Beba Aqui
Quarta-feira, Junho 30, 2004
Lerê, Lerê
Já tinha me desacostumado com essa vida de Lerê lerê. Acordar de madrugada, sair atrasada, com as remelas penduradas nos olhos, as olheiras te incriminando e trabalhar duro, sem direito nem de ir ao banheiro. O bom é que não vejo a hora passar e às duas horas a mais de expediente, passam rapidamente. Melhor ainda é ter a consciência que desta vez me livrarei do tal Francisco da minha conta corrente e não mais ficarei gastando neurônios para descobrir da onde retirar mais dinheiro para as dividas.
Bom por um lado, ruim pelo outro. Acabou sessão da tarde e a brincadeira de abstrair algo de útil da televisão, deu-se por encerrada. Conversas pelo MSN nas horas vagas, que são bem poucos, pois Chefilde pega pesado e tem mania de me entupir de afazeres, não dando tempo nem para eu respirar. Os almoços solitários passam a ser cada vez mais bizarro, primeiro porquê volta e meia cruzo com alguém do escritório sem poder me envolver e segundo porquê cenas hilárias acontecem.
Quando a gente menos espera, acontece. E como, quem é vivo sempre aparece, tive uma ótima surpresa no dia de hoje. Ele ressurgiu da mesma forma de sempre, me deixando de queixo caído, com o estômago dando piruetas e com o coração saltando pela boca. Sim, sim. Ele voltou, lindo, leve e solto, com seu vocabulário mais afinado do que nunca, mais uma vez me fazendo soltar coraçõezinhos de tanta felicidade.
Green Fairy, 00:08 - Beba Aqui
Sexta-feira, Junho 25, 2004
Nádegas à declarar!
Uma vez a cada mês, reservo um fim-de-semana para me render ao come quieto dos mineiros do meu Brasil Baronio e partir para estrada. Sim, sim, minha família é uma mistura de raças e sotaques muito engraçada. Painho, possuí descendência italiana, nascido em Minas e criado na roça até a adolescência. Mainha é descendente de japonês, nascida em Catanduva e criada na grande metrópole. Os dois se conheceram quando tinham a minha idade. Painho, chefe de Mainha no banco onde trabalhavam, tratou de encarnar na coitada de minha mãe, que por sua vez, não resistiu ao par de olhos verdes (está explicado o porquê insisto tanto em olhos verdes).
O engraçado disso tudo é que Mainha nunca teve atração por Painho, mas devido à insistência de um casal, amigo de ambos, aceitou o convite e foi ao cinema com ele. Chegando lá, Painho fez o quê fez e não sei se por macumba, oração ou dedicação, ele não só lhe roubou um beijo, como seu coração e ainda a levou para o altar. Hoje após 26 anos, eles continuam casados, brigando nas horas vagas e se amando na maioria que resta. O legal de conviver com essas duas criaturas é que assisto diariamente peças de comédia gratuitamente. Tanto disse e nada disse. Mas, onde eu queria chegar, mesmo?
Ah, sim. Só porque deixei de acompanhá-los nos últimos meses para o nosso retiro espiritual familiar, não é que os dois se acostumaram? Ficou decidido que este, seria o fim-de-semana D. E quando informei a todos que eu iria, a surpresa:
Painho: O quê você vai cheirar em Minas?
Eu: Vou acompanhar vocês.
Mainha: Ah, mas no carro do seu pai, só cabem dois.
Eu: Vamos com o meu.
Painho: Bobagem filhinha, fica aqui, você não tem suas coisas pra fazer? Não vai sair com seus amigos?
Eu: É impressão minha, ou vocês estão me repudiando? Agora que eu vou e ponto final. Vocês já tiveram muita lua-de-mel, chega dessa palhaçada que eu fico enciumada. Serei à vela e ponto final.
Mainha: Filhos, para quê tê-los?
Pais, por que não tê-los? Estou com saudades do colinho de mainha, do cafuné de Painho e das gargalhadas gostosas que ambos me fazem disparar. Também preciso de descanso, de ouvir o som dos pássaros, de ficar de bobeira na rede vendo aquele céu estrelado enquanto sonho com aquele príncipe encantado que literalmente não existe e sem contar das cachaças de alambique, dos passeios a cavalo, do Tio Amendoim (um dia, conto-lhes a estória deste apelido), de jogar futebol, pular bêbada na piscina com aquele frio do interior, das noites de churrasco, dos amigos que falam uai, da tranqüilidade da cidade, do local que costumo ler meus livros. Enfim, não é por nada que a cidade chama-se São Sebastião do Paraíso. E sim, este será o meu destino.
O emprego vai bem obrigado, Chefilde anda me consumindo horrores, acho até que ele se esqueceu que eu não sou a Escrava Isaura e apesar de ter conseguido o direito de instalar meu MSN para conversar com meus amigos, ter acesso livre a Internet e telefone, juro que não sobra um minuto sequer, para morcegar. Mas claro que sempre arranjamos um jeitinho brasileiro para tudo neste mundo e o meu para esta sexta-feira, foi atarefar Chefilde, fazendo o coitado até deixar de almoçar, para que eu pudesse ficar alguns minutos, de pernas para o ar, falando bobagens com os amigos e rindo como uma anta para a tela do computador.
Sim, eu sou chique, Benhê. Tenho uma sala minha, onde só estão hospedados, eu, meu computador, meu telefone e o Tico e Teco. O engraçado é que a empresa tem como regra principal, tornar cada funcionário, um Anti-Social. Acreditam que é proibido até almoçar com alguém da empresa? Radicalismos à parte, seguiremos todas as regras, desde que Chefilde aprove o orçamento mais cara-de-pau que fiz. Por livre e espontânea vontade, orcei memória para o super "Lentium 2" que tenho e o entreguei alegando que não dá para trabalhar com um computador assim. Ele riu, me pediu para que marcasse a visita técnica, para depois me dar à resposta. Só eu mesmo. Com uma semana de empresa, botando as asas de fora e lutando pelos meus direitos. Chefilde acha graça de tudo, fica o dia todo a rir de mim, acho que além de Escrava Isaura, ele deve pensar que tenho cara de palhaça.
Green Fairy, 23:24 - Beba Aqui
Terça-feira, Junho 22, 2004
"22"
Parece que o dia de hoje veio para marcar na história. No ano passado, um amor. Sim, sim. Quem é que não se lembra do meu eterno "22"? Após conhecê-lo pessoalmente, passamos a nos falar quase que diariamente via-embratel e interneticamente. Foi um mês de juras, sonhos, ilusões e muita espera. Eu contava o dia e as horas para o tão sonhado 22/06 chegasse e em meio a zilhões de pessoas ele chegou. A química rolou e o lance engrenou.
Um ano depois e o quê aconteceu? Pois é, isso acontece até mesmo com as melhores cozinheiras. Não sei ao certo se foi o leite que talhou ou se o recheio que azedou, só sei que o forno pifou e o prato principal que estava pronto para o banquete, estragou. Sim, temos um ano de história, um ano de beijos, um ano de abraços, um ano de palavras, um ano de brigas e um ano de tudo ao lado do nada. Acredito que exatamente a falta de compromisso, fez o lance desandar e hoje sobrou carinho, respeito, quase tudo aquilo que eu tinha há um ano atrás, (relatado no post do dia 03/07) com a diferença que foi infinito, mas agora acabou.
E justamente por há um ano atrás, este dia ter sido o mais importante e feliz do meu ano inteiro, me dei conta que Deus está me presenteando mais uma vez e desta vez no lado profissional, coisa que no momento, estou dando mais importância. E sim, sabe aquele emprego que quando você entra e já sabe onde é que você vai sentar? Que você gosta de todos de cara, que tem um Chefe que apesar da diferença do anterior, faz o santo bater na hora, que apesar do salário não ser o que você sempre sonhou, mas que ao mesmo tempo você se sente bem na função e sim, meu Novo Chefilde é gringo, super exigente, mas é o máximo.
Agora é dar a cara a tapas, suar a camisa, partir para o Lerê lerê e ver onde é que vou chegar. Se vai dar certo, ou não, eu não sei, mas só sei que ele lá em cima, sabe o que faz e assim como eu disse, há um ano atrás, volto a repetir: Que seja infinito enquanto dure! E sim, já estou ansiosa pelo que a vida me reserva para o próximo "22".
Green Fairy, 22:37 - Beba Aqui
Sábado, Junho 19, 2004
Estou com problema de JUNTA
Ai, ai. Apenas duas coisas me doem neste exato momento: a cabeça e todo o resto! Sim, sim. Me lembrem, para nunca mais comparecer a uma festa organizada por Mumú Produções. Isso mesmo, meu amigo podre de chique abriu uma produtora de eventos e organiza várias festas Top de linha. A de ontem por exemplo, contou com a colaboração de algumas celebridades da Globo. Eu sou chique, Benhê! Fiquei no camarote, em companhia da galera e de algumas garrafas de Absolut e também de Whisky. Não, eu ainda não contei que antes de entrar para festa tomei um litro do velho amigo, companheiro de todas as baladas humildes: O velho amigo, Chapinha.
Claro que depois de malhar horrores, correndo trinta minutos na esteira, para me desfazer da minha pochete, que ousa incriminar os meus looks mais ousados, eu tinha que me reabastecer fazendo o tradicional "esquenta balada". E como estou lisinha da Silva Sauro, com o intruso do Francisco, praticamente enforcando minha conta corrente, sobrou para o Chapinha e a famosa Balalaika se incumbir desta façanha.
Lá pelas tantas da noite, já estava "zuzo bem" com minha pessoa, o Tico dançando Ula-ula e o Teco rindo à toa das idiotices que insistiam em sair da minha boca. Sim, me mandaram peidar mais, para não deixar eles subirem para as minhas espinhas e entrar no cérebro, fazendo surgir estas idéias de merda, mas nem comendo todo o estoque de repolho do jantar, foi possível alcançar esta peripécia.
E o jeito foi entrar na pista, saudar os amigos e cumprimentar zilhões de criaturas que eu nunca vi mais gordo. Sim, havia uns ou outros nomes conhecidos, sei porquê os rostos não me eram estranhos, me lembro de já ter visto, nas minhas incansáveis tentativas frustradas de abstrair algo de útil na televisão, mas não me peçam para citar nomes, pois uma prova viva, que sou péssima para gravar nomes, é meu amigo Haraldo. Passei seis meses chamando ele de Haroldo e quando pela milésima vez, ele veio me xingar dizendo que o nome dele era Haraldo e não Haroldo, que eu lhe disse:
Eu: Olha, sou péssima para guardar nomes, mas pelo menos não estou tão fora da realidade, é só uma vogal trocada.
Haraldo: Que faz muita diferença. Mas por que você cismou com Haroldo?
Eu: É que quando quero lhe chamar pelo nome, lembro que seu nome é igual ao personagem em quadrinhos, do Mauricio de Sousa.
Haraldo: É mesmo? Que personagem novo é esse?
Eu: Novo? Ele é mais velho que eu.O Haroldo... Aquele dinossauro... Não creio que você não sabe de quem estou falando.
Haraldo: Nem eu creio que você conseguiu confundir Horácio com Haroldo.
Absurdos à parte, a noite foi maravilhosa. Com direito a performance inédita de Tico e Teco e o mais novo apelido, batizado em: Green Fairy Bananinha. Sim, o mascote do Fada-Móvel é uma banana de pelúcia, com cerca de 30 cm, que me acompanha desde o inicio da carreira de motorista. Quase ninguém sabia deste meu segredo, mas ontem, o Carioca fez questão de botar na banca. Daí já viram, fui motivo de piada a noite inteira.
Como tudo que é muito bom, por menor que seja, sempre tem lá o seu lado ruim, hoje eu me arrependi amargamente de ter comparecido ao Festerê de ontem. Sim, sim, para quem chegou às cinco horas, trazendo o pão e o leite para o café da manhã, merecia ao menos o direito de dormir em paz. Mas isso é uma coisa que minha mãe nunca soube me proporcionar. E dada às nove horas da madrugada (Horário de Brasília), Mainha, surgiu com todo o seu humor, ouvindo e obrigando todos ouvirem a oração do Paulo Lopes. Ele de um lado saudando com sua velha frase: "Oi, gentemmm", mainha de outro, falando como matraca, contando detalhadamente todas as novidades da família, os últimos capítulos de celebridade e ainda me perguntando por onde anda aquele amor, que nem eu mais lembrava que existia. Ah, sim. Ela também queria saber quem matou Lineu Vasconcelos. Alguém sabe? É mole? Não, não é nada mole, ainda mais quando no meio dos dois ouvidos, ainda tinham Tico e Teco: Um bêbado e o outro de ressaca.
Sim, caí da cama, de mau-humor e companhia. Claro que na primeira tentativa, a cabeça insistia em continuar deitada, mas com muito esforço e inúmeros remédios, ela foi vindo em minha direção. Para completar o dia, uma das fadas tia, combinou uma ida ao centro na cidade. Sim, na verdade ela queria carona. E lá vou eu, com o Tico e o Teco batucando os meus neurônios, pegar um trânsito alucinante para chegar à casa da minha tia e ainda por cima, me deparar com o porteiro dando a infeliz noticia que ela preferiu ir a pé, porque eu atrasei dois minutos. Alguém merece uma vida dessas?
Sim, a academia acabou com os meus músculos, as biritas corroeram meus poucos neurônios que me restavam e agora está tudo entrando no processo de junta: JUNTA TUDO E JOGA FORA. Sim, vou passar esta sexta-feira em casa, papeando no MSN e tentando recuperar minha vida desta maré de Azar que anda me afogando tanto.
Green Fairy, 00:23 - Beba Aqui
Quinta-feira, Junho 17, 2004
Recordar é Viver
Uma noite fria, dinheiro para gasolina e o espírito de quem deseja aprontar. Esses são os pré-requisitos básicos para uma noite inesquecível. E independentemente do que veio a reinar, deixo claro nas entrelinhas que "Recordar é Viver". E sim, eu recordei um momento lindo e estou com a sensação sublime da mais pura satisfação. Não me importo com o depois, quero viver o momento e de superficialidade eu vou bem obrigado. Comigo o negócio é mais embaixo. Sou intensa e não nego. Sou insana e não ligo, pois o que me importa mesmo, é viver. Não empurro a vida com a barriga, vivo sempre como se fosse o último dia da minha vida. Se sou feliz? Melhor que isso, só dois disso!
Embora ultimamente, eu tenha lamentado muito a falta de um namorado, dou graças a Deus por não ter um. Eu me conheço, minha carência é passageira. E tenho que admitir, se eu tivesse que dividir minha vida ao lado de alguém, no dia de hoje, eu certamente não teria cometido esta façanha. E conseqüentemente não estaria aqui, radiante, cheia de sonhos, idéias e muitas ilusões.
É muito prazeroso poder fantasiar nossos momentos, construir nossos planos, desenvolver idéias, decidir, desistir, lutar, vencer, perder, enfim, como é bom viver! E além do mais, tudo SOZINHA. Isso mesmo, SOZINHA. Sem dever satisfações a ninguém, sem pedir aprovação de terceiros, sem agüentar bico ou cara de entojo a cada vez que você decide sair com os amigos. Enfim, essa liberdade que construí ao longo destes dois anos de solteira, não troco por nada neste mundo.
Green Fairy, 03:40 - Beba Aqui
Segunda-feira, Junho 14, 2004
Regras existem para serem quebradas
De que adianta criarmos tantas regras, se nunca ousamos em quebrá-las? Regras foram feitas para serem quebradas! Isto é fato. Seguir tudo ao pé da letra, cai na rotina e assim sucessivamente, perde a graça. Sempre fiz a linha: "amigos, amigos, rolos a parte", mas esta é mais uma, das tantas outras regras que merecem exceção.
Não, nada foi premeditado. Não planejamos e tampouco esperávamos a situação. Simplesmente entramos no clima de festa junina e deixamos nossos corpos falarem por nós. E realmente, é muito bom ser surpreendido com uma vontade que você não sabia que existia nem da parte dele e muito menos da sua.
Sim, nos rendemos a alguns beijinhos inocentes, confesso que adorei a peripécia e sim, estou aberta a repetições.
Green Fairy, 18:11 - Beba Aqui
Sexta-feira, Junho 11, 2004
Estou de Molho em Pleno Feriado
Murphy só pode estar de complô com minha família. Sim, claro que nenhuma família gosta de ver a filha enfiada em tudo quanto é buraco e Fada Mãe não fica atrás. Há meses ela vem me pedindo para parar mais em casa, principalmente nos fins-de-semana que eu não sei mais nem o que é isso. Se por bem as coisas não fluem, nada como uma semana inteira literalmente de cama para me fazer permanecer mais em casa.
Se por obra de Murphy, de Mainha ou dos anjos que dizem amém, aqui estou eu, no meu quinto dia consecutivo de abstinência aos incansáveis Festerês. Sem eufemismo nenhum, nos últimos dias, dava para fritar um ovo na minha testa. Febre alta, com direito a delírios e aqueles calafrios que arrepiam até a alma. E era um tal de tomar um banho, se entupir de Novalgina, para se enfiar debaixo daqueles quilos de cobertores, que o suadouro, apesar de não ter levado a febre, pelo menos serviu para assassinar uns quilinhos extras que adquiri no rodízio de pizzas da semana passada.
Sim, estou melhor, por bem ou por mal, a febre acabou, mas ainda estou muito debilitada, portanto terei que passar o resto do feriado, escondida debaixo das minhas cobertas. Sim, vocês hão de convir que não é uma idéia tão ruim. Acontece que amanhã é dia dos namorados e essa data nos últimos anos vem se tornando uma assombração em minha vida. E já que não tenho namorado, rolo, amigo solidário ou coisa do tipo, o melhor a fazer é ficar aqui em casa chorando as pitangas enquanto assiste pela milésima vez no Corujão, filmes do tipo: "Meu primeiro Amor".
Como a esperança é a última que morre, quem sabe algum rolo não ressurge do fundo do Baú, oferecendo um bom vinho, com um delicioso Fondue de Queijo e um sexo para aquecer, como opcional? Sim, eu também acredito em Papai Noel, Coelhinho da Páscoa e acabo de ver um Gnomo (Ou será Duende?) passando ao meu lado.
Green Fairy, 00:22 - Beba Aqui
Segunda-feira, Junho 07, 2004
Quando o Rio se encontra em Sampa
Desta vez, nem Murphy e muito menos a chuva, impediu que eu matasse as saudades de meu grande amigo Pedrinha. Encarnei o espírito de guia turística e me encarreguei de apresentar nos mínimos detalhes, a tão conhecida cidade da garoa. Pedrinha trouxe um amigo para lhe acompanhar nesta aventura e logo após a sua chegada, partimos para a farra.
Com a ajuda de Paty-Flashpower, nos destinamos à festa do Black-out que ocorria no Happy News. Dançamos e bebemos até o dia amanhecer, logo seguimos para nossos aposentos com a missão de descansar para agüentar o baque do fim-de-semana que estava apenas começando.
A fada preguiça, aqui, simplesmente desmaiou e os dois se propuseram a achar um local legal para saciar a fome. Pela tarde, uma passeada pelo shopping, apresentando também as principais avenidas da cidade. E após disputarmos quem comia mais em um rodízio de pizzas, decidimos partir para uma espécie de Rave que estaria rolando na Tenda Olímpia. Sim, foram 12 horas de música, 12 Djs, todas as bebidas em dose dupla. Sim, comprava uma e ganhava outra e sem contar no passaporte alcoólico que dava direito a 12 destilados por um preço tentador. A festa estava realmente alucinante e por sua vez, deu espaço há vários fatos que merecem ser ressaltados.
Considerações finais:
- Cansada com o fato de ter dançado tanto, meu esqueleto veio a doer. Decidi me sentar um pouco para massagear os meus pés, para que assim, agüentasse mais algumas horas. Nesta hora uma criatura surge, massageando meus pés em plena Balada. Sim, achava que já havia presenciado de tudo em meus festerês, mas ganhar massagem de um desconhecido em plena festa, para mim foi novidade. E não, eu não fiquei com o garoto, pois em meus pensamentos, só era possível passar a vontade de estar ao lado do meu homem dos olhos cor de abacate.
- Lá pelas tantas da noite, vinham em minha direção, dois Deuses Gregos. Não há como descrever a beleza de ambos. Só sei que à medida que meu queixo caia pelo fato de eu ter me bestificado com tanta beleza, ambos se agarravam de uma forma intensa. Beijando-se e alisando-se da forma mais pejorativa que vi ocorrer em público.
- Com a bebida tão acessível, só se via o povo colocando as tripas à vista.
- Teve uma guria que foi posta para a rua, desmaiada e carregada pelos seguranças. Sua calça estava aberta, creio que ela tenha sido levada em cana por atentado ao pudor.
- Após muitas biritas, só o quê eu ouvia, era a seguinte frase: 6 X 7 = 42. Se pagamos 35,00 pelo passaporte alcoólico, que nos dá direito a 12 whisky, saímos no lucro. E sim, eu me chamo fulano e estou no quarto 93.
O dia havia amanhecido há muitas horas, quando deixamos o recinto e após uma bela feijoada, servida por Mother Fairy, os meninos partiram de volta a cidade maravilhosa, deixando saudades e promessas de novos encontros. E sim, assim que o Francisco me permitir, parto para a Cidade maravilhosa, como forma de agradecimento a este maravilhoso fim-de-semana.
Green Fairy, 23:59 - Beba Aqui
Sexta-feira, Junho 04, 2004
Da série: As leis de Murphy agindo sobre minha pessoa
Quando tudo vai indo bem, algo vai dar errado. E tudo ia as mil maravilhas com o meu suposto amor perfeito, os olhos cor de abacate pareciam se deslumbrar com minha pessoa, mais dia, menos dia. Ele sumiu. Sem deixar pistas, telefone ou sequer um beijinho de despedida.
Quando um erro é descoberto e corrigido, depois se descobre que não estava errado. E particularmente eu não estava errada em relação aos Olhos Verdes, mas foi apenas eu me corrigir para me lascar novamente.
Nada é tão fácil quanto parece. Endurecer as carnes do corpo, consegue ser mais complicado que entender os homens. Manter-se em forma e abstrair o chocolate é pior do que parar de fumar.
Tudo leva mais tempo do que se pensa. Principalmente quando você marca de sair com um novo Affair.
Nenhum técnico a quem você pedir auxilio, verá o erro. Principalmente quando em vão, decido chamar um desses para avaliar os problemas de meu micro. Seja qual for o defeito do meu computador, ele vai desaparecer na frente de um técnico, retornando assim que ele se retirar.
Um atalho é sempre a distância mais longa entre dois pontos. Principalmente quando você tem uma entrevista para um ótimo emprego, marcada de última hora.
Se você esta se sentindo bem, não se preocupe, isso passa. Seja com o pentelho do irmão, com aquele maldito amor que insiste em fazer o coração doer, com o canalha do suposto amor de sua vida, que pintou para te enfeitiçar e sumiu também da mesma forma que apareceu ou mesmo com toda essa mesmice. Mas que tudo é passageiro, disso eu não tenho duvidas, principalmente o bem estar. Afinal, Acontecimentos infelizes sempre ocorrem em série.
E Ryan não parava de tocar:
a) se eu tenho caneta, falta o papel.
b) se tenho papel não tenho caneta.
c) se tenho ambos, ninguém liga.
Inteligência tem limite. Burrice não. Principalmente quando Mainha me presenteia com uma enorme bola de doce de leite recheada com goibada e eu pergunto:
Eu: Isso come com a boca?
Mainha: Se é para comer, você quer fazer como?
Eu: Duh! Nem eu acredito que perguntei isso.
Motivo de ainda estar solteira: Se ele está te dando mole, é feio. Se é bonito, está acompanhado. Se está sozinho, eu estou acompanhada. Caras legais são feios. Caras bonitos não são legais. Caras bonitos e legais são gays ou para piorar são BURROS. Humf!
O dia de hoje foi realmente necessário? Creio que não. O que salva esse marasmo, é que o Rio de Janeiro nunca esteve tão perto de Sampa. E diretamente da cidade maravilhosa, se a chuva deixar e Murphy não atrapalhar, matarei as saudades do meu grande amigo Pedrinha.
Green Fairy, 17:42 - Beba Aqui
Domingo, Maio 30, 2004
Ela continua...
Mesmo com Tico e Teco abarcados em um sono profundo, insisto em dispensar meus últimos esforços para registrar os acontecimentos marcantes. Que a família das fadas é espirituosa, não tenho dúvidas alguma. Mas nada como demonstrar um pouco do meu orgulho e afeto, retribuindo com a promessa de trocar o excelente sono matinal pós-balada, para passar o dia do aniversário de Painho, junto a ele. Sim, sim, para quem varou a noite seria um verdadeiro sacrifício manter-se acordada até o almoço, mas com a presença das criaturas que completam minha família, até gostei da brincadeira.
Para quem não sabe, iniciei um regime para queimar meus quilinhos extras que resultam da meta que tracei, dizendo que pararia de fumar. Resultado: Uma leve inchada na barriga e como aprendi na escola que água parada dá dengue, decidi não apenas entrar na academia, como também iniciar o regime. Na geladeira todas as variedades da linha light, pão integral, leite desnatado e afins. Painho por sua vez foi com a tentativa de driblar a fome, aderir ao meu regime.
Requeijão no pão integral (sim ele quase acabou com um pote para cumprir esta tarefa) e leite desnatado com achocolatado. Quando chego próxima a cozinha para lhe dar os parabéns.
Painho: Green, como você come está porcaria?
Eu: Por quê, Painho?
Painho: Parece que coloquei chocolate em um copo de água e este pão está cheirando a álcool.
Eu: Tem certeza que o senhor andou bebendo só leite.
Painho: Eu sim, mas a senhorita deve ter baforado no pão após a bebedeira de ontem.
Eu: Deixa-me ver isso... Painho, acho que o pão azedou!
No almoço, com a ilustre presença de Brother Fairy a saga continuou. E para provas que família das fadas, também é cultura. A sessão conhecimentos gerais iniciou-se:
Painho: O que é globalização?
Brother Fairy: Globalização é...
Eu: É???
Brother Fairy: É globalização, oras!
Eu: Maninho, eu não acredito que não sabe o que é globalização.
Brother Fairy: Esqueci as palavras. Mas sei o que é!
Painho: Larga de ser mentiroso, a Green sabe o que é. Você... E putz, com uma frase você explica o que é Globalização.
Eu: Maninho, me envergonhei de ser sua irmão agora. Como consegue ser tão inteligente em inúmeras coisas e tão estúpido para isso? Claro que há muitos conceitos para Globalização, mas parta sempre do principio que globalização é a unificação mundial. A Internet é um ótimo exemplo para se falar de Globalização. Com ela, diversos países são capazes de descobrir o que se passa em outros, no mesmo instante. Melhor dizendo, acho que é um conjunto de mudanças sobre os processos sociais, econômicos, políticos e culturais ("macdonaldização do mundo")
Brother Fairy: Preferia pensar na esdrúxula piada que diz que a "Globalização é uma princesa inglesa, que estava com um playboy egípcio, num
carro alemão com motor holandês, dirigido por um motorista belga, embriagado com whisky escocês, capotando num túnel francês, perseguidos por paparazzi, italianos, e que foi socorrida por um médico brasileiro, com medicamentos americanos."
Sim o almoço sucede com as futilidades do mundo.
Painho: 52 anos! Daqui a pouco a pipa encrenca.
Brother Fairy: Usa viagra. Hoje em dia, não importa a idade, o importante é morrer fazendo amor.
E a cara de realização da família quando olhou para o bolo é indescritível. Eu fazendo força para comer, dizendo que o bolo estava ótimo (além de não ter crescido, estava com a massa encruada) e Brother Fairy solta: "Não, obrigado!Deixa para janta!"
E sim. Sei que não estou nem um pouco espirituosa, mas o sono é tão avassalador que chego a pensar que fiquei desprovida de cérebro. Alguém viu a minha cama por aí?
Ps: Volto mais tarde, com história inédita Da série: Murphy agindo sobre minha pessoa. E sim. Amanhã completa-se um ano de Absinto, se não morri de sono e muito menos de cirrose, creio que ainda tenho muito pela frente. E amanhã tenho entrevista logo cedo: São longuinho, São Longuinho se eu conseguir esse emprego dou 3 pulinhos!
Green Fairy, 17:28 - Beba Aqui
Sábado, Maio 22, 2004
Da série: Os embalos de um sábado à noite!
Eu: E aí, mulher? Estou do lado da sua casa. Vamos sai para Jantar?
Paty-Flashpower: É o tempo de eu colocar a roupa.
E assim seguimos para a Galeria dos Pães para se deliciar com as famosas sopas que a casa oferece. E se alguém já presenciou duas mulheres famintas e não se assustou, é que não estavam em nossa companhia e diante de tanta coisa gostosa. Adeus regime, e que venha o fim de semana porque hoje eu quero é ser feliz. Garoa fina pelas ruas da cidade. Nada a fazer, nenhum cobertor de orelha para nos aquecer, o jeito foi ir beber.
Sim, passamos a noite de quinta-feira, largadas dentro do fada-móvel e companhia apenas daquele liquido dourado, espumoso e tão prazeroso. Como opcional, algumas criaturas que de passagem vinham conversar. Por que será, que todo homem pára e conversa, quando vê duas mulheres tomando cerveja dentro de um carro? Definitivamente eu ainda não achei explicação para isso. Mas um dia eu chego a alguma conclusão, mesmo que a mesma não seja tão feliz assim.
Ontem, largada as traças, decidi que ficaria em casa, atitude pelo qual, não se encontra em minhas atividades comuns de sexta-feira. Há tempos não via um amigo e através do MSN fui praticamente obrigada a correr para chuveiro para esperá-lo. Voltas e mais voltas e já sem saber para onde íamos, Guigo nos ligou para que o buscássemos. Três horas da manhã foi o horário que decidimos entrar em uma balada qualquer. E sim, somos VIP, com direito a camarote e pagação de patrão. Se, permanecemos uma hora no recinto, foi muito. Foi o tempo do Guigo beijar uma pilantra, para a gente cair fora. E o festerê continuou na casa de Paty, que nos esperava às cinco da manhã no 21B. Papos, risadas e no fim uma boquinha para voltarmos para nossas tocas, felizes e satisfeitos.
E sim. Estou sozinha novamente. Painho e Mainha foram para lua de mel e eu estou aqui, em companhia do meu Absinto, à espera de Tati-bitoca, vinda diretamente de S.S Paraíso, para abalar as estruturas Paulisticas de Sampa. A noite promete. Nós três, juntas? Não vai prestar...
Green Fairy, 19:38 - Beba Aqui
Quarta-feira, Maio 19, 2004
Quem bate? É o frio...
Quem disse que o frio não viria este ano? Acho que minhas asas foram levemente congeladas com o frio que sucede esta cidade. A preguiça de se desenrolar do edredom para me locomover até o computador consegue ser até pior do que encarnar a Zéfinha e lavar uma pilha de louça na água congelada que saí da torneira (quem estiver com dó, aconselho que me mande de presente, via sedex, uma torneira quente).
E o fim-de-semana não deixou a desejar. Paulene-Festerê deu o ar de sua graça aqui em São Paulo. E o resultado foi um final de semana repleto de muita farra. Com direito a festa fechada, inaugurações e muitas celebridades. A pérola da noite ficou merecidamente, para uma criatura que após horas de papo me solta a seguinte:
Eu: O que você faz da vida?
Criatura: Eu faço sucesso. Sou uma celebridade.
Eu: Dá licença que eu vou ao banheiro vomitar?
Para compensar o frio que anda fazendo, meus dias se resumiram em programas para lá de inovadores.
- Morcegar durante duas horas na fila da Galeria dos Pães, apenas para se deliciar com um Buffet de sopas que a casa oferece.
- Conhecer uma criatura na rua, descobrir que ele é um guitarrista pra lá de famoso e por fim, decidir ir tomar cerveja em uma noite que não passa dos 14º C.
- Surtar e rodar a baiana com um infeliz que insiste em fazer uma amiga sofrer.
- Convidar Super Stroubles para um almoço, quebrar o regime para fazer aquela macarronada de molho branco, passar a tarde inteira matando as saudades e morrendo de rir com nossas histórias em companhia de uma garrafa de Amarula, para mais tarde, quase se acabar de malhar na academia.
- Sentir vontade de ler um novo livro, sem saber qual ler, ir à um Sebo e voltar com nada mais nada menos que oito diferentes livros.
- Alternar os horários na academia, para então descobrir o horário que agrega os mais lindos e malhados homens.
- Levar uma amiga recém-separada, com o dobro ou mais da minha idade, para uma balada repleta de idosos e de quebra, me divertir como nunca nessa vida.
- O homem perfeito + Vinho + Queijo Cambriet + Encontro romântico = Eu acho que estou apaixonada.
Green Fairy, 13:37 - Beba Aqui
Sexta-feira, Maio 14, 2004
Da série: E vai rolar a Festa
Eu, linda, fada, verde, jogada às favas, curtindo aos montes meus poucos dias de vagabundagem ouço o telefone tocar. Pensei em deixá-lo tocando sozinho enquanto eu me divertia com o meu saudoso MSN, mas tive a infeliz atitude de atendê-lo.
Brother Fairy: Greenzinha do meu coração, como é que você está?
Eu (tentando imaginar o que ele me pediria desta vez): O que você quer?
Brother Fairy: Tenho cem páginas para digitar e como eu não me familiarizo muito com estas máquinas modernas (leia-se computador), pensei que você poderia me quebrar um galho.
Eu: Quem quebra galho é macaco, estou desempregada e preciso garantir ao menos a balada do fim-de-semana. Quanto vai me pagar?
Brother Fairy: O mesmo de sempre. Só que você tem 24 horas para me entregar o trabalho.
E assim, inicia-se a maratona. Coloquei os dedos para se exercitarem nos teclados e assim criarem músculos de tanto serem gastos nestas últimas horas. Câimbras, calos e tendinite é eufemismo para descrever o que restou dos pobres membros mortais. Desistir? Quase cheguei a esta conclusão, daí pensava no Francisco da minha conta corrente e voltava a incansável maratona digital.
Neste meio, Nikki-a-podre-de-chique entrou na dança, levou algumas folhinhas para também exercitar os dedinhos. Amigos são para essas coisas e Nikki foi à prova real disso. Valeu, amiga!
No mais, em meio a tal digitação, diretamente do 21B, onde Paty-FlashPower se instala, fomos convocadas para um festerê em um dos apartamentos vizinhos. Pensando que a tal festa não fosse estar com nada, fizemos a baldeação entre os blocos para chegar ao apartamento vizinho, apenas para conferir.
50 pessoas que mais pareciam ter saído de um desfile de moda, com roupas e maquiagens impecáveis, se contrastavam apenas com o estilo ultra-mega-fashion de Paty-Flashpower, meu look lavado, um suposto jogador de futebol uniformizado, um homem de terno (Pois gente coisa, é outra fina!) e uma criatura totalmente alternativa, com seus zilhões de piercings e afins.
Música, iluminação, cachaça e muita breja. Rolava até um Whisky para os mais íntimos. O apartamento mais parecia uma danceteria e até agora me pergunto como é que os vizinhos e afins não reclamaram do acaso. (vai ver, todos estavam na festa).
Detalhe básico para toda esta peripécia, é que eu e Paty não conhecíamos ninguém além de nós mesmas. Fomos convidadas, provavelmente por engano, entramos de penetras e saímos como celebridades de tantos amigos que lá fizemos.
E se pensam que acabou, a maratona continua... Direto de S.SParaíso, surge Paulene-Festerê, mais conhecida como a irmã de Paty para unir-se conosco para mais um dos nossos inesquecíveis festerê.
Obs. Meninas, preparem o esquenta que eu estou chegando com o Absinto para seguirmos para a balada.
Green Fairy, 20:51 - Beba Aqui
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